terça-feira, 15 de março de 2011

Os novos tempos.

Quando eu era pequeno via num futuro bem distante máquinas e robôs, pensei que até lá os avanços tecnológicos dariam sentimentos humanos (tipo aquele filme que eu esqueci o nome). Também pensei que quando o futuro chegasse não haveria mais mendigos nas ruas, nem crianças sem uma boa educação.
Pensei que as ruas seriam mais limpas, o mundo menos violento, os políticos menos corruptos, as pessoas mais educadas e com mais amor pelo próximo.
Os anos se passaram tão rapidamente que quando menos esperei o futuro tão distante tinha se tornado meu presente. Com ele também vinheram minhas frustrações, os inúmeros avanços tecnológicos  não haviam chegado a todos, somente uma pequena parte da população podia usufruir deles.
Curas de doenças foram descobertas, criações foram aperfeiçoadas, muitas invenções surgiram. Mas as crianças ainda não tinham a educação necessária, muitas pessoas ainda morriam por causa de doenças que já até tinham cura por não ter acesso a elas, ainda haviam muitos mendigos nas ruas. Quanto a violência, não para de aumentar.
Mesmo assim ainda sonho com um futuro melhor, onde a tecnologia beneficiará a todos e o amor ao próximo se tornará prioridade.

sexta-feira, 11 de março de 2011


"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida."

Fernando Pessoa

domingo, 6 de março de 2011


"Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é respeito."

Charles Chaplin

terça-feira, 1 de março de 2011

Você não me ensinou a te esquecer.

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde
Nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Fernando Mendes e José Wilson